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Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

No próximo dia 15 de outubro, às 10 horas (5 horas da manhã, horário de Brasília), na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco, canonizará os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e mais 27 companheiros leigos. Serão os primeiros santos mártires do Brasil, vindos do Rio Grande do Norte. 

Celebrações em ação de graças

Na Arquidiocese de Natal, serão celebradas missas em ação de graças pela canonização, posteriormente. No dia 28 de outubro, às 17h, a celebração será no monumento dos Mártires, na comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, presidida pelo Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo.

No dia 29, às 10h, a celebração será no Santuário dos Mártires, no bairro de Nazaré, em Natal, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello.

No dia 4 de novembro, às 16h, a missa em ação de graças será celebrada na capela de Nossa Senhora das Candeias, na comunidade de Cunhaú, no município de Canguaretama, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha.

História dos Mártires

O massacre de Cunhaú, ocorrido no primeiro engenho construído em território potiguar, é considerado um dos mais trágicos da história do Brasil. Em 1645, o estado do Rio Grande (católico) era dominado pelos holandeses (calvinistas). Jacob Rabbi, um alemão a serviço do governo holandês, chegou ao engenho no dia 15 de julho daquele ano. Porém, ele já era conhecido pelos moradores da região, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias. No dia seguinte, como de costume, os fiéis se reuniram para celebrar a eucaristia e foram à missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias. O pároco, padre André de Soveral, começa a cerimônia. Depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se início a violência ordenada por Jacob.

O massacre de Uruaçu aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, três meses depois do ocorrido em Cunhaú, também a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania. Receosa, a população tinha medo que novos ataques acontecessem. Segundo a história, neste segundo massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os fiéis foram mortos ferozmente. As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O celebrante da missa, o padre Ambrósio Francisco Ferro, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. E, ainda vivo, exclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".

Fonte: G1